Saudade de Morraria

Clarice. Vivo revirando meus baús. Com a idade, vamos ficando nostálgicos.

Pois resolvi consultar meus diários antigos. E foi aí, ao encontrar tantas fotos, que a saudade apertou.

Estou re-escrevendo meus cadernos de campo. E lá voltou eu ao encontro do ano de 1986.

Pelos caminhos da Bodoquena, Morraria, Tarumã, Vazantão.

E pensar que tanta gente importante passou pela vida da gente. E nos esquecemos.

Mas, de quando em vez, um sopro divino e fraterno nos faz lembrar deste tempo,

Tempo de felicidade, que existiu para nos fazer ainda mais felizes, hoje, depois que tudo passou.

E, olha lá, ainda os vejo: a professora Geisa, a irmã Renata, a dona Laura, o seu Manuel.

Tinha o seu Danda, o seu Aurélio, os professores da Escola.

E as nossas celebrações na CEB e a preparação do Crisma com a presença de D. Onofre.

Cabelo e barba ainda escuros, cá me encontro no pé do morro, subindo na árvore, fugindo da cerração.

O quartinho da bagunça, a moto barulhenta e o rádio de ondas curtas.

Como sou grato pela amizade e o respeito nutrido. Como gostaria de revê-los.

Quem sabe, um dia.

Por ora, presenteio-te com as fotos que publico neste site, na esperança de encurtar a distância.

E aplacar a saudade.

Um grande abraço a todos, do Prof. Carlito.

(Fotos: Orlando Zimmer, Hilario Paulus e Carlos Alberto Dutra/1986)